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fevereiro 04, 2007

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Por que razão a Flor da SIC murchou?

Dez meses depois de se ter estreado na SIC, a novela portuguesa Floribella parece acusar o desgaste de um intensa exposição na antena do canal privado.

Os números não enganam e as audiências do último mês estão bem distantes do fenómeno registado no Verão passado, quando a novela protagonizada por Luciana Abreu liderava as audiências da SIC e arrastava à sua volta uma onda de euforia. De programa mais visto no seu horário e campeão de vendas no merchandising aos dias de hoje passaram apenas dez meses.

Em Julho e Agosto, de acordo com os dados da Marktest, a novela conseguia 13% de audiência média e 35 pontos de quota de mercado. A 16 de Agosto batia no tecto: 1,4 milhões de espectadores (14,9%) e 38,1% de share. Em 2007, os números são bem mais modestos. A média dos 28 episódios originais já exibidos é de 11,1% (menos 400 mil espectadores) e 26,5% de quota de mercado.

O que terá acontecido? Por que razão murchou a Flor da SIC? "As fórmulas tendem a cansar, os programadores procuram esticá-las sem atender à necessidade de renovação de conteúdos e público. Acredito que houve uma saturação", adianta ao DN Cristina Ponte, docente da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (da Universidade Nova de Lisboa). Enquanto investigadora e especialista em assuntos televisivos, é ela a primeira a apontar o actual "fenómeno de cansaço relativo à TV em geral" - incapaz de responder ao avanço "da Internet e de muitos outros meios alternativos de passar o tempo". Não havendo novidades na Floribella - como considera que acontece nos Morangos com Açúcar -, "o formato fica gasto". E com isso perde-se o entusiasmo.

Diana Figueiredo, de 13 anos e em tempos adepta da alegria da Flor, concorda com este cansaço: "Só vejo a Floribella quando não tenho mais nada para fazer. Ao fim de um tempo a pessoa farta-se das fadinhas e de a história ser sempre a mesma", revela ao DN, confessando, no entanto, continuar a gostar "das cores e dos acessórios" das personagens.

Já para Cristina Cavalinhos - a actriz que dá corpo à governanta alemã Helga Schneider -, a novela continua a ser "uma mais-valia" para lá da queda de audiências e de eventuais críticas, uma vez que "veio colmatar uma lacuna" no que respeita ao imaginário infantil, ao sonho. "Gosto muito do formato, as crianças (sobretudo as mais pequenas) precisavam de algo que reavivasse os contos de fadas", diz. Acima de tudo, adora o seu papel e o sotaque, o facto de as cenas fazerem rir e darem que pensar ao mesmo tempo. O único reparo que faz é mesmo ao adiantado da hora - - que pode explicar a quebra de audiências: "Devia estar antes do Jornal da Noite."

O DN tentou ouvir o director de programas da SIC, mas, até à hora de fecho desta edição, Francisco Penim não esteve disponível para falar com a nossa reportagem.

Nuno Azinheira e Ana Pago, Diário de Notícias

Publicado por blogfloribella às fevereiro 4, 2007 07:46 PM

Comentários

Vou-te dar a resposta.
Porque será
é sempre a mesma coisa
eu acho que se fosses antes para os morangos com açucar eu gostava mais

Publicado por: Daniela às fevereiro 7, 2007 03:39 PM

eu tmb axo k sim...konkordo kntg Daniela...mas se ela kix ir para lá ela e k sabe nao temos nda a ver kom isso!!!!

Publicado por: Liliana às fevereiro 10, 2007 02:30 PM

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