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janeiro 17, 2007
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"Conheci melhor o país e aprendi a ser mais tolerante"
Um ano depois do primeiro "Contacto", ontem comemorado, Rita Ferro Rodrigues olha para trás e reconhece que a sua opção - deixar o jornalismo pelo entretenimento- foi "um risco". Hoje, atreve-se a dizer que a experiência lhe permitiu conhecer melhor o país e a ensinou a ser mais tolerante.
A jornalista entregou a carteira profissional para apresentar um programa de entretenimento em directo num ecrã onde estaria mais exposta, já que a SIC é um canal em aberto. Antes trabalhava na SIC Notícias, da rede cabo.
A dedicação a um trabalho tido por mais ligeiro no programa que conseguiu roubar a liderança ao "Portugal no Coração", da RTP, não a incomodou em termos particulares.Nada disso. "A minha vida não se esgota na minha profissão. Sinto-me até melhor a fazer este formato".
Rita Ferro Rodrigues não tem uma visão catastrofista da oferta televisiva."As pessoas queixam-se muito da televisão em Portugal, mas ela não está assim tão mal. Acho que temos uma televisão perfeitamente digna, mais equilibrada do que antes". Em alguns horários, "ela faz um retrato fiel do país que temos".
O que é que aprendeu com o "Contacto"? "A ser muito mais tolerante e a ter um conhecimento mais aprofundado e concreto do país ". Recorre à rubrica dedicada à "Floribella" do programa para se explicar. Conta que ali quiseram participar crianças de todos os extractos sociais e que, no princípio, lhe incomodava a participação das que tinham problemas de saúde. "Chocava-me", admite. Mas ao perceber da insistência, do prazer que tinham em participar, diz que percebeu outra coisa "Exclui-los é que seria criminoso". O pretexto deste caso leva-a a afirmar que "tudo pode ser feito em televisão, desde que seja feito com dignidade".
A fórmula para o êxito de "Contacto", segundo diz, passa pelo seu eclectismo "Não excluímos ninguém, todo o género de cantores passaram por lá". A apresentadora também desvaloriza a ideia de a liderança ter sido conseguida também às custas do passatempo "Floribella". "Foi uma aliança excelente, mas também a novela teve a ganhar com o nosso trabalho".
Desde Julho que o programa da SIC fica à frente de "Portugal no Coração", arriscando-se a ser o projecto de Francisco Penim, director de Programas, mais bem sucedido. A média da Marktest de Janeiro de 2007 dá-lhe quatro décimas de avanço em relação ao concorrente em "share" (escolha dos espectadores no horário).
A apresentadora diz que se diverte a fazer o "Contacto" em companhia de Nuno Graciano. Está mais livre a trabalhar neste formato. "Na informação, sentia-me muito espartilhada, não permitia que me expressasse". Por ser um espaço da tarde, não esquece que o programa é visto sobretudo por mulheres com mais de 50 anos. "Temos de saber para quem estamos a trabalhar".
O universo dos blogs é o seu hobbie mais conhecido. Depois de "No Parapeito", que deu origem a livro, sucede-se "Sorriso-do-bisturi". "É um exercício de escrita. Tenho um blog para não me esquecer de escrever".
Dina Margato, Jornal de Notícias
Publicado por blogfloribella às janeiro 17, 2007 08:57 AM
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